Robert 的个人资料Brother©...照片日志列表更多 工具 帮助

日志


2008/7/29

Decidi...

...

Quando eu crescer, quero ter um blog igual a ESTE AQUI...
Super bem escrito por MILANA..

Parabéns!!


Abraços do Brother® a todos!!!!!!!!!!



2008/5/2

Resumo...

Depois de tanto tempo, eu por aqui novamente.
Nem sei muito bem o que dizer.
Nem se digo algo.
Mas me sinto bem em estar de volta.
Gostaria de (re)conquistar os amigos e ampliar novas conquistas.
Estranho o que acontece com a gente né?
De repente tudo muda. O tempo, os sentimentos e prioridades.
Deixamos as coisas ficaram sem nos dar conta exatamente do que perdemos ou ganhamos.
É só  isso?
Espero sinceramente que não...
 
Abraços a todos!
 
Brother®...
Follow the Signs
2007/6/8

Árvores...

...
 
   Sempre que me deparo com o papel e caneta pra escrever algo, fico pensando muito a sério.
   Não que eu seja assim tão sério, mas parece que o papel e a tela do computador me intimidam, me tornam reflexivo demais...
   Fico pensando nas pessoas do meu dia a dia. E até naquelas que encontro por acaso.
   Um dia desses encontrei um homem simples, que morava em outro lugar, distante daqui quase 100Km.
   Ele estava em frente ao restaurante onde costumo almoçar e pedia ajuda às pessoas que entravam ou saíam daquele lugar.
   Depois de dizer a ele que não podia ajudá-lo e passar direto, parei por um instante. Olhei pra trás e voltei caminhando lentamente na direção daquele homem.
   Um homem comum, roupas simples, cabelo penteado, uma sandália de tiras no pé cheio de poeira e uma bolsa velha nas mãos. Não perguntei sua idade, mas aparentava uns 50 ou um pouco mais. Homem sofrido, pelo seu olhar.
   Ao me aproximar dele novamente, notei que ele não tinha os dentes da frente, mesmo assim, sorria. Falava baixo, sotaque simples do interior.
   Começamos a conversar ali na calçada mesmo e ele me contou que estava em Brasília fazendo um tratamento dentário oferecido pelo governo do DF, já que em sua localidade isso era impossível. Disse que estava longe de casa há uma semana e não tinha como voltar, mesmo já tendo terminado seu tratamento, também estava com fome, pois não tinha comido nada naquele dia. Em alguns minutos ele me contou que tinha residência fixa, era casado, 6 filhos, estava desempregado e estava cada vez mais difícil encontrar trabalho, pois é analfabeto. Disse que trabalha nas fazendas que existem na região onde ele mora e que o último trabalho tinha sido uma "roçada", que acabou e o fazendeiro dispensou ele e mais uns 15 homens. Ele abriu a bolsa e me mostrou sua identidade com a inscrição "Não Alfabetizado" e uma conta de água em seu nome, me dizendo mais uma vez que tem moradia e é trabalhador.
O interessante é que em nenhum momento ele reclamou de nada. Disse que a vida é mesmo difícil, mas que precisamos ter fé, pois a fé nos move a lutar.
   "Tudo que eu quero é voltar pra minha casa. Lá eu sei como me virar. Aqui não é meu lugar.", disse ele.
   Me convenci de que deveria fazer algo por aquele homem. Ofereci almoço a ele. Para minha surpresa, ele ficou todo preocupado achando aquele lugar "caro demais". Disse que não se preocupasse e ele se tranquilizou. Nova surpresa. Ele pegou uma vasilha de isopor (daquelas pra viagem) se serviu e saiu pra comer sentado na calçada a sombra de uma árvore a alguns metros de distância, mesmo sob meus protestos. Peguei uma Coca de 600ml, dois copos, paguei a conta e fui me sentar com ele.
   Não me lembro de ter feito nada parecido em toda minha vida. nem de me sentir tão realizado em algo tão simples. Sem perceber aprendi com aquele homem uma lição de vida, de simplicidade, sinceridade e verdade. Que a necessidade daquele homem, muito mais que um prato de comida, era encontrar alguém que o ouvisse.
   Fiquei pensando que nossa necessidade em comum é viver, é conviver.  
   Me ocorreu que nem sempre paramos. Temos respostas automáticas para quase tudo. Não nos movemos com nossas próprias pernas, mas somos levados pelo nosso carro "blindado" e inacessível. Defendemos nossos direitos de pedestre nos raros momentos em que estamos a pé, mas nos esquecemos quando estamos ao volante...
   Lembrei que ainda temos analfabetos em nosso meio e que estas pessoas são privadas da oportunidade de crescer e conquistar algo melhor para si e suas famílias.
   Notei as árvores que têm no lugar onde passo todos os dias...
   E por fim... percebi que podemos fazer algo pra mudar o dia e talvez a vida de alguém...
   E até a nossa vida...
 
Abraços do Brother©...
2007/5/16

Signs...

...
Abri esta página de inclusão de novo post e fiquei parado na frente dela sem saber o que escrever...
Fiquei lembrando de algumas coisas que vi e vivi, mas que não faziam o menor sentido dizer...
Fiquei pensando em como podemos nos tornar reféns do tempo... ou da falta dele...
E também o quanto tentamos não ficar a mercê deste mesmo tempo.
 
Vi em algum lugar que o tempo é o senhor da vida...
Ele define quando, quanto e como...
Anos, meses, semanas...
Dias
Horas
Minutos
Segundos...
 
Tudo depende dele..
A menor unidade de tempo pode fazer toda a diferença...
Como aquele milésimo de segundo para o piloto de corridas...
Aquele segundo antes de um acidente
Ou aquele minuto pra quem chegou atrasado a um compromisso importante
Aquela hora interminável a espera de notícias
Aquele dia que se arrasta na véspera de algo importante.
 
O tempo...
Deixa sinais
Precisamos apenas segui-los...
 
Um cantor que gosto muito escreveu: "The signs are pointing all the way..."
Ou.. os sinais estão apontando todo o caminho...
 
E acaba que... para quem não tinha muito a dizer... acabei falando até demais...
Portanto...
Siga os sinais!!
 
Abraços do Brother©...
Following the Signs! Aways...
2007/3/1

Here I Am...

...
Aqui estou...
Alguma razão para seguir os sinais que sempre surgem nos mais inesperados lugares e olhares?
Tento me descobrir no meio da multidão, quando não há multidão.
Tento me esconder de pensamentos assombrosos, quando o olhar se perde sem saber o que procurar.
Tento me recompor das decepções que insistem em pregar peças.
Descubro que ainda estou aqui...
Depois de tudo isso que acontece todos os dias.
Sem mesmo dar tempo de entender o que aconteceu...
A vida segue...
A gente é que as vezes não segue a vida no ritmo que ela propõe.
Por isso tento me descobrir no meio daquela multidão que não existe.
Me esconder dos pensamentos que não quero que voltem.
E me recompor das decepções que insistem em me levar ao caminho da frustração.
Caminhos... sempre novos e quando nada... renovados.
Aprendemos, mesmo quando pensamos que já sabemos.
Mas não...
Não quero pensar que sei...
Não quero pensar que posso me frustrar com a esperança que insisto em alimentar.
Não quero olhar para o horizonte e não conseguir observar o pôr-do-sol...
Não quero me perder no meio da multidão, mesmo que inexistente.
Não quero me esconder dos pensamentos.
Eles geram sonhos...
E por causa dos sonhos,

Ainda estou aqui...

............................................................................................

Abraços do Brother©...
2007/2/12

O Jogo Continua...

...
Um minuto de silêncio, e o jogo continua...
Todo mundo se comove, tenta prestar homenagem, tenta se mobilizar, mas passando o impacto inicial novamente tudo volta ao normal e acaba caindo no esquecimento coletivo.
Há quem diga que estamos no fundo do poço, mas o fundo do poço já está muito acima de nós...
Já passamos do fundo do poço quando menores queimaram vivo o índio pataxó que dormia em uma parada de ônibus em Brasília, ou quando o jornalista Tim Lopes foi morto e queimado no Rio de Janeiro, ou então quando uma menina de 14 anos foi morta a tiro na escadaria do metrô no Rio. Ou que tal a professora morta quando saía do 174, ônibus sequestrado também no Rio de Janeiro.
Agora, uma criança de 7 anos é arrastada por quilômetros deixando uma família em desespero e um país novamente paralisado.
É o fundo do poço?
Já passamos dele.
No país não existe uma cultura de que cada um é guardião da lei.
Nossos legisladores fingem uma mobilização que logo é sufocada por interesses "maiores" que a proteção da vida humana.
Projetos de melhoria da segurança esperam no Congresso desde maio de 2005, quando estouraram várias rebeliões em São Paulo.
O jogo continua...
Crime virou criminalidade, e o bandido ganha tempo pra fugir enquanto pronunciamos o palavrão...
Enquanto isso... o jogo continua.
Todos os estádios fazem um minuto de silêncio e os campeonatos carioca, paulista, baiano e todos os outros... continuam.
É o fundo do poço?
Hà quem diga que já passamos dele há tempos.
Mas com um minuto de silêncio tudo se resolve e o jogo continua...
 
Brother©...
Baseado em comentário de Alexandre Garcia.
2007/1/20

Buraco de sobrevivência...

...
 
Navegando recentemente pelas linhas dos Spaces amigos, me deparei com o surpreendente Instinto de Sobrevivência e não resisti. Me senti inspirado e tentado a fazer algo parecido, copiado, plagiado ou apenas inspirado, como queiram...
 
Me deparei com uma mistura espetacular de novela, vida real, tragédia do cotidiano super bem desenvolvido em algumas linhas de alguém que observou... observou e bingo!! Escreveu e inspirou.
 
Vida real, novela, paternidade, abandono, volta, exigências, metrô, obras, buraco, tragédia, buracos da vida, do metrô, da rua, da calçada, da ponte, da roupa... da vida. Nem sempre escapamos dos buracos que surgem diante de nós. Pra piorar, tem alguns que ainda engolem quem estiver passando por perto.
 
Vida interrompida, levada, roubada, frustrada, perdida...
 
Por uma obra. Obra do acaso ou obra do metrô? Culpa do acaso ou do metrô? Metrô, ser inanimado... não tem culpa.
 
A culpa é relativa, mas a responsabilidade...
 
A responsabilidade fica por conta de mais uma investigação... mais uma história mal contada, que vai ser recontada até que não haja mais nada interessante nela e caia no esquecimento. Menos no esquecimento de quem perdeu... 
 
A vida... num buraco... da obra... do metrô... ser inanimado... que não tem culpa... mas estava em obras... que desencadeou a cratera... que está sob a responsabilidade de alguém... que está vivo...
 
Pra gente ver...
 
 
Brother©...
Following the Signs
 
PS: Obrigado Instinto de Sobrevivência
2007/1/18

Por Música?

No giro do planeta eu me encontro só
Procurando a estrela dos perdidos
Pois acredito em sonhos, não em pedras
Entre velhos, pobres e vencidos
Ainda resta esperança e mágica
Que fala pelos olhos dos aflitos...

Um homem em pedaços hoje adormeceu suportando a séculos de dor
Mas acredito em sonhos, não no tempo
Atravessado pela flamejante estrada
Pois é preciso aliviar a culpa e espalhar as cinzas pelo vento
Que venha a luz das estrelas
Que venham sonhos da distante calma dos campos celestiais sobre nós
 
De novo...
Me levanto em defesa...
Numa justiça não tão cega...
Que acaba votando na parcialidade total de prestar atenção nas mensagens das entrelinhas musicais da vida.
Ouvindo, vendo, sentindo... vivendo.

Mistura: Distante Calma, de Pedro Camargo Mariano
 
Siga os sinais
 
Brother©...
2007/1/13

Novo...

...
Novamente...
Outro ano, outros planos e caminhos que se abrem diante de nós...
O tempo continua voando... tanto que a gente quase não percebe... se não prestar atenção.
O tempo continua relativo também..
Ele é o mesmo pra todos, mas a grande maioria insiste em dizer que não tem tempo...
Interessante pensar nisso.
Interessante também que nossa vida se torna cada dia mais corrida... mais agitada e concorrida...
Concorrida porque parece uma selva de disputas territoriais...
E parece que isso não muda.
Ainda bem que que só parece...
Ainda bem que há uma esperança.
Ainda bem...
Ainda...
 
------------------------------------------------------------------------------------
 
Amigos,
 
Quero voltar a estar sempre aqui...
Para os velhos e novos amigos meu muito obrigado...
Sejam todos bem vindos...
Sintam-se em casa e...
Deixem seus recados e opiniões...
 
Grande abraço do Brother©...
2006/7/21

Mais do mesmo... mesmo!

Oi...
Tem alguém?
Olás..
Parece que tá vazio. Ouça o eco do cumprimento...
Hello a todos...
Não que eu não queira aparecer.. ou falar, ou deixar de falar..
É que tem momento em que se é preciso sair de cena.. mesmo que não seja assim tão fácil.
Eu, que andei sumido por dias, semanas, meses.. me atrevo a aparecer do nada... como miragem ou sei lá o que para dizer algumas palavras e talvez... só talvez... sair de cena novamente...
Quero dizer que não há muito o que dizer..
Só que a saudade é uma palavra que nem expressa exatamente o que os poetas querem traduzir..
Não que eu me atreva a me chamar poeta a esta altura do campeonato.
Mas me acho dono de alguns pensamentos intensos ou vagos o suficiente para escrevê-los... e tentarei continuar...
Continuarei a tentar...
Com saudades de todos, me mantenho por aqui...
Esperando o momento de entrar em cena novamente...
Grande e saudoso abraço a todos os amigos e visitantes desta sala (por enquanto) vazia...
 
Brother©...
2006/2/15

Ansiedade... Sob Controle?

Eu insisto em cantar diferente do que ouvi...
Seja como for... recomeçar...
Nada há, mas há de vir
Me disseram que sonhar
Era ingênuo, e daí?
Esta geração não quer sonhar...
Pois que sonhe, a que há de vir..
Eu preciso é te provar
Que ainda sou o mesmo menino
Que não dorme a planejar travessuras...
Mas que fez do som da tua voz...
Um hino...
 
Continuo em travessuras..
Em dias, em noites, em momentos..
Sonho no meio de uma geração que não se importa com o sonho...
Nem com a realidade...
Há de se provar pelas estatísticas...
Tantos mortos...
Feridos..
Matados..
"Morridos"...
Assim.... viramos estatística
Números
Gráficos...
Sonhe, pois, a geração que há de vir...
Seja como for...
Recomece
Cante diferente...
Seja a menina... o menino...
Mas faça de sua voz um hino...
 
Agarre-se a realidade do sonho..
E à esperança da realidade...
Confuso?
Confunda-se...
Nem que seja para ter o prazer de se desconfundir
E ver que a vida pode ser apenas vaidade...
Mas uma vaidade que vale a pena...
Viver...
 
***
 
Amigos,
Obrigado pelo carinho de sempre.
Minha ausência se deve ao fato de estar sem acesso a net.
Mas estou bem... feliz...
Espero que também estejam..
Façam deste dia o melhor de todos...
Carpe Diem...
Sigam os sinais...
 
Abraços a todos..
 
Brother©...
Ingredientes da mistura: Travessuras, de Oswaldo Montenegro
2006/1/19

Ansiedade...

Eu queria não ter essa pressa..
Esta ansiedade, essa urgência de sempre..
Parecem que os dias não são suficientes.
Parecem que as horas vão se perder.
Vivemos de sonhos e realizações possíveis e impossíveis - que se tornam novamente sonhos...
Mas de verdade...
Não queria esta urgência..
Queria poder andar com a calma de quem já passou pelos anos..
E já entendeu que não adianta correr..
Li que o muito estudar é enfado da carne... do corpo.. da mente...
E que não há limites para o saber..
Não que eu vá me acomodar agora...
Mas... de verdade...
Eu queria não ter esta urgência, essa pressa...
Talvez.. me espelhar na calma do lago..
Na despreocupação das árvores... que se balançam ao sabor do venho..
De verdade...
Torço para que os dias sejam suficientes
Para que as horas não se percam...
Para que saibamos nos espelhar na calma do lago
E vermos que existe mais que urgência na urgência da vida..
Que no fundo nem é tão urgente assim..
De verdade...
Que eu não tenha esta pressa...
Que eu não tenha...
Que...
 
Brother©
Seguindo os sinais...
2005/12/14

Faz Tempo...

Faz tempo que não tenho tempo pra pensar no tempo que se perde tentando entender..
O tempo..
O pensamento...
O entendimento...
 
Antigamente eu escrevia
Sonhava
Cantava
Não tão antigamente
E não tão no passado que estes verbos refletem
Estes verbos...
Mudam tudo!
 
Eu pensei em escrever algo que mostrasse como meu coração está.
Mas as palavras fogem quando a razão desconhece as razões..
E dizem por aí que o coração tem razões que a própria razão desconhece...
Terá perdido a noção?
Do tempo
Do pensamento
Do entendimento?
 
A não ser que noção e entendimento partilhem da mesma idéia, vamos parar aonde?
 
Mas não há nada que mude o que o coração sente
E não há palavras que transmitam..
É um substantivo abstrato
Daqueles que dependem de um agente para que ele aconteça...
 
Sem agente não acontece
Sem a gente... não acontece...
Sem coração, não aparece
Sem aparecer, é inexistente
No tempo
No pensamento
No entendimento...
 
Faz tempo que venho tentando ter tempo...
Mas não pra tentar entender...
 
 
Brother©...
2005/11/11

É...

É como se a gente não soubesse pra que lado foi a vida
Por que tanta solidão?
E não é a dor que me entristece. É não ter uma saida, nem medida na paixão

Foi. O amor se foi perdido, foi tão distraido que nem me avisou
Foi. O amor se foi calado, tão desesperado que me machucou

E se fosse só o amor... mas não...

Se vão as pessoas, se vai o tempo...

Se vão até mesmo os sonhos.

A esperança...

Pior!

Pior mesmo é que o amor se vá...

Porque ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos.... 

Sem amor... seria como metal que soa...

Barulho... vazio...

É como se a gente presentisse tudo que o amor não disse
Diz agora essa afflição
E ficou o cheiro pelo ar
Ficou medo de ficar
Vazio demais meu coração

Só o amor conhece o que é verdade..

Agora vejo em parte, mas depois veremos face a face..

Amor... medida da paixão...

Mesmo que falasse a língua dos anjos...

Nada seria sem amor...

 

Escrito por Brother©...

Ingredientes da Mistura: A Medida da Paixão (Lenine e Dudu Falcão), Monte Castelo (Renato Russo)

2005/5/11

Novela ou Filme?

Ando cercado por lembranças recheadas, enredadas, entrecortadas de músicas, como uma trilha sonora de um filme. Um filme diferente, consistente, existente e inexistente em si mesmo... um filme que não acaba... parece que toma forma, sequência...

Parece que se transforma em novela, com um novo capítulo a cada dia, hora, minuto, segundo... de novo recheado, enredado, entrecortado de emoções, razões, sensações, frustações, discussões, impressões... canções...

Acaba sendo novo, o novo que pensamos que conhecemos, mas quando se apresenta, é realmente novo...

O novo que confunde, o novo que se funde com o novo de ontem.

E encontramos pessoas, vidas que se misturam com a nossa...

Voltamos... começo, infância... nos tornamos meninos...

E o menino com o brilho do sol na menina dos olhos sorri e estende a mão

Entregando o seu coração

E eu entrego o meu coração

E eu entro na roda e canto as antigas cantigas

De amigo irmão

As canções de amanhecer, lumiar e escuridão

E é como se eu despertasse de um sonho que não me deixou viver

E a vida explodisse em meu peito com as cores que eu não sonhei

E é como se eu descobrisse que a força esteve o tempo todo em mim

E é como se então de repente eu chegasse ao fundo do fim

De volta ao começo

Ao fundo do fim

De volta ao começo...

.............

Por Brother©

Ingredientes da mistura: "De Volta ao Começo, de Roupa Nova"

Follow the Signs...

2005/5/5

Carta...

Sabe...

Resolvi escrever esta carta..

Mas gostaria de te pedir que ao lê-la, faça como se tivesse degustando algo que goste muito.

Leia pausadamente para entender a força disso tudo...

Sabe...

Estava me lembrando de como o tempo passa e o quanto você faz falta aqui.

Tinha muitas coisas que gostaria de ter perguntado e muitas respostas que gostaria de ter ouvido.

Pode parecer redundante, mas a verdade é que perguntas não transmitem nem parte da profundidade das respostas.

Fiquei pensando nisso. E me lembrei que faltaram muitas respostas.

Sabe...

Também fiquei lembrando das noites em que você me esperava chegar para vermos as partidas de futebol.

Eram as noites de Quarta-feira. Você sempre estava lá...

Lembro que quando seu time estava mal, você torcia para o meu.

E quando o meu estava mal, torcia para o seu...

Você sempre dizia que minha escolha era uma decepção.

Hoje não consigo mais assistir ao futebol de Quarta-feira.

Sabe...

Me lembro do seu colo, das suas mãos e da sua voz.

Lembro dos nossos papos...

É... você disse muita coisa, mas ao mesmo tempo... não me disse todas as coisas... nem poderia né?

Um dia você ficou mal e eu soube que você ia embora.

De repente, você não estava mais lá.

Caramba...

Como dói isso.

Hoje seu time está bem.. o meu não tão bem...

Seu time foi até campeão este ano.

Mas não consigo torcer...

Vejo a tela da TV embaçada e percebo que estou chorando.

Mas quando tem mais gente eu consigo assistir sabia?

As coisas tão indo bem. Eu tô me virando, tocando a vida...

Tem dia que é melhor, tem dia que nem tanto. Mas tenho tudo que preciso.

Você me ensinou a valorizar o que se tem...

Eu aprendi... acho.

Acho que vou parando por aqui. Não tá dando pra falar mais nada...

Queria só dizer isso...

Escrever isso...

Contar isso.

Mesmo na certeza de que você não vai ler.

Mas senti que tinha que dizer que nunca deixei de te amar.

Você faz falta.

Mas sei que você está bem. Você está com o Pai. O do Céu.

Por isso,

Encerro esta carta de amor pra você...

Pai...

........

Brother©...

2005/4/25

Como nos Filmes?

Estava me lembrando da história do filme “O Preço de um Resgate”.

Neste filme o personagem de Mel Gibson é um milionário proprietário de uma companhia de aviação, que ele construiu ao longo da vida. Um dia seu filho de nove anos é seqüestrado. O valor pedido para o resgate é de 2 milhões de dólares.

Após perceber que seu filho não seria entregue com vida, ele resolve reverter o quadro e decide pagar os 2 milhões a quem entregar os seqüestradores. Depois ele dobra a oferta.

Ele decide pagar uma recompensa ao invés de um resgate.

É uma decisão amarga esta que o personagem toma. Mas sabendo que os seqüestradores não entregariam seu filho com vida, ele apostou alto. 

Isso me fez pensar...

O filme é uma ficção, mas acontece na vida.

Você constrói algo seu. Uma história, um sonho, uma fantasia, uma realidade.

Em alguma altura da vida isso que é muito importante pra você é ‘seqüestrado’ e é cobrado de você um valor alto pelo resgate. Pode ser um emprego, um amor, um sonho que se realiza. Algo importante é tirado de você.

Nem estou falando de algo que envolve violência no sentido literal da palavra. Estou falando de coisas simples.

Mas normalmente não ousamos. Não arriscamos. Não damos o troco e nem reivindicamos o que é nosso por direito.

Comigo já foi assim e é difícil decidir se vamos pagar o resgate ou a recompensa.

Duplo risco. Mas quando está tudo perdido, só resta o risco.

Para o personagem do filme estava tudo perdido, então ele numa atitude de risco ou desespero decidiu pela recompensa.

Os filmes usam realidade para suas histórias. Lá acontecem perseguições mirabolantes, explosões espetaculares, tiros que nunca acertam o mocinho, romances impossíveis e finais felizes.

Os finais felizes da vida real não são tão certos quanto nos filmes, mas as decisões que tomamos podem antecipar a felicidade antes dos créditos finais aparecerem na tela de fundo preto.

As decisões da vida real não são fáceis, mas elas precisam ser tomadas em algum momento. Isso a gente aprende rápido.

Um passado mal resolvido sempre volta para o presente...

Talvez seja a hora de apostar na recompensa. Dobre a oferta que foi pedida pelo resgate e aposte na recompensa. De quebra você pode pegar o bandido.

Enquanto isso, tudo de bom pra você e que a felicidade venha antes dos créditos finais.

Aí vamos saber se valeu a pena o preço do resgate...

 

Brother©...

2005/4/14

Epitáfio Hoje... 14 x 28

O post de hoje não tem figurinha, viagens, reflexões ou misturas (talvez até tenha...). Também não tem mensagens de outros.

O post de hoje é um pouco da história de uma história...

Hoje eu preciso de você com qualquer humor... com qualquer sorriso...

Hoje, exatamente hoje mais um ano se completa para mim. Digamos que seja "meu ano novo" comemorado quatro meses e meio depois do Ano Novo...

Mais um ano de vida, mais um ano vivido...

Há quem diga o contrário, mas vivido fica de bom tamanho.

Hoje se completam 28 anos de muitas coisas...

Idas e vindas...

Crescer, aprender, ensinar, dar, conhecer, trocar, receber...

Pessoas são o que podemos ter de mais importante. Posso dizer que sempre as tive por perto. Estar cercado de gente é muito bom. Melhor ainda quando são as pessoas que nos amam e cuidam de nós. As outras também são. Amigos, colegas, parceiros. Mesmo aqueles que não estão assim tão próximos.. são importantes. Aprendemos com todos. Nos encontramos nos relacionando com outros...

Minha família.. sempre foi demais.

Dos amigos não há o que dizer... especiais, importantes.. não transmitiriam tudo que realmente significam. Acho que fiz muitos amigos ao longo destes anos. E até hoje procuro fazer mais e mais. É importante honrar os que se tem e procurar outros...

Dentre tantas outras coisas... posso dizer que...

Já dei trabalho quando criança

Já andei de trem

Já andei de bicicleta

Já caí de bicicleta

Já quebrei o braço (em uma destas quedas...)

Já morei na roça

Já briguei com minha irmã

Já briguei na escola

Já apanhei de varinha (mãe brava...rs)

Já discuti com meus pais

Já pisei em cobra

Já fiquei em hospital internado por vários dias

Já bati o carro

Já me decepcionei

Já decepcionei

Já me apaixonei

Já amei

Já subi em árvore

Já pedi perdão

Já perdoei

Já discuti por besteira

Já menti

Jà me arrependi

Já fiquei na rua com carro quebrado

Já sonhei (e continuo...)

Já tomei banho de rio

Já tomei banho de mar

Já toquei violão com corda de pescar

Já trabalhei

Já fiquei preso em engarrafamento

Já me alegrei

Já tomei banho de chuva

Já me entristeci

Já fui demitido

Já pedi demissão

Jà naveguei na net sem rumo

Já mandei email

Já bati papo em chat

Já ri sozinho

Já fui flagrado

Já me envergonhei

Já me afoguei em rio

Já peguei CD emprestado

Já pedi socorro

Já socorri

Já fiquei desempregado

Já perdi ônibus

Já perdi alguém que amava

Já me atrasei

Já atrasei alguém

Já senti fome

Já senti sede

Já andei muitos quilômetros à pé

Já senti medo

Jà vivi

Jà aprendi...

Mas não tudo... nem pretendo... nem precisa..

Umas das razões de viver é aprender. Aprender a amar é o mais importante. Amando somos melhores e não magoamos os outros.

Talvez eu devesse ter amado mais, chorado mais, ter visto o sol nascer, errado mais, arriscado mais, ter feito o que eu devia fazer...

Talvez eu devesse ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr.

Devia ter me importado menos com problemas pequenos e ter morrido de amor...

Mas não vou esperar pelo acaso...

Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração...

Que a alegria seja infinitamente maior que a dor. E será!

Espero que para você que está lendo esta mensagem todos os dias sejam especiais. Pelo menos tente fazê-los especiais...

A todos os amigos, meu muito obrigado.

À minha mãe e família, toda minha admiração e agradecimento com amor.

A todos, meu abraço!

Obrigado!!

......................

Brother©

Ingredientes da mistura: Epitáfio e Só Hoje, By Titãs e Jota Quest

2005/4/6

Do início ao esconderijo (mesmo que não faça sentido...)

Um dia alguma coisa começou...

A vida começou, a história, a rotina da construção e da desconstrução do dia a dia da vida, dos relacionamentos, das confusões.

... E acabou que de repente eu sentia falta de algo que não tinha...

E depois disso passei a viver muito menos e escrever muito mais...

Palavras, palavras, palavras... entrecortadas por pontos, vírgulas e reticências... como agora...

Seria falta do que dizer?

Acho que não.

Seria mais excesso do que dizer e a falta de jeito para organizar as idéias de forma que se tornem “entendíveis”... 

Mesmo assim continuava o desafio entre construção e desconstrução, leituras e escritas, expressões e impressões...

No meio do caminho algo falava sobre fragilidade.

Fragilidade retida, fragilidade escondida...

Afinal, todos temos uma fragilidade.

Quem escreveu dizia ter tomado uma decisão de liberar o que estava retido há tempos e esperar pra ver o que acontecia.

Mas aí o que tinha se transformado em fragilidade se ligava a inevitáveis lembranças que se transformaram em nuvens carregadas e mansas... mas carregadas...

Talvez um passado mal resolvido... que dizem por aí não ser passado, mas sim presente.

As nuvens eram a fragilidade da alma transformada em chuva na mente e no coração...

Lágrimas...

E agora restava a torcida para que o choro passasse.

Mas ele só passaria depois de aliviar a alma.

Aliviar de nuvens mansas e carregadas, ávidas por uma oportunidade de lançar o peso da fragilidade que sentimos... e escondemos.

Depois disso chegaria a hora de decidir por continuar escondendo... ou não...

Me lembrei novamente de que um dia alguma coisa começou...

Um dia esta coisa vai terminar.

Que termine bem.

Sem nuvens.

Sem lágrimas.

.............

Brother©

2005/4/1

Só Uma Palavrinha...

Pense numa pessoa revoltada...

Acontece isso na era tecnológica. Usamos o computador pra "guardar coisas" e aí vem um (ou uns) desavisados e apagam tudo que é teu...

Bem que avisaram... "a informática existe para trazer problemas que não tínhamos no passado".

Esta é realmente uma ciência línda.. a informática.

Não estou reclamando, só protestando...

E enquanto este protesto não vira "quebra-quebra" e/ou depredação (é isso??) do patrimônio privado... vou encerrar.. desejando um ótimo fim de semana pra todo mundo...

Abraços a todos.

Brother©...... Following the Signs...